A importância das feiras livres para o fortalecimento do comércio local e da economia de Paulista/PE

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As feiras livres ocupam espaço fundamental no cotidiano das cidades. Mesmo em municípios de maior porte, como é o caso de Paulista/PE, os conhecidos mercados ao ar livre representam um setor importante para a economia local e são ambientes necessários ao convívio das pessoas. Os trabalhadores das feiras, chamados de feirantes, cumprem ainda o nobre papel de levar uma variedade de alimentos para a mesa da população.

O pré-candidato a prefeito do município de Paulista/PE, o vereador Fábio Barros, reflete sobre a importância desse comércio para a população a partir da realidade de Paulista. “As feiras são um importante meio de acesso a alimentos saudáveis, além de serem a fonte de renda de várias famílias do município que comercializam as mercadorias ou até mesmo as produzem”, disse.

No Brasil, o Dia Do Feirante é comemorado nesta terça-feira (25), data da primeira feira livre do país realizada em São Paulo/SP. Neste texto, entenda como o trabalho desse segmento em Paulista/PE está sendo afetado pela falta de políticas públicas da gestão municipal e as soluções apresentadas pelo pré-candidato Fábio Barros para fortalecimento da atividade.

Feiras livres em Paulista/PE

Em 2015, o antigo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) estimava o número de 5.119 feiras livres em 1.176 municípios do país, sendo 83% delas de periodicidade semanal. Na última semana, Fábio Barros foi às feiras de Paratibe e do centro da cidade para verificar a situação dos espaços e conversar com comerciantes e clientes que as frequentam periodicamente. A partir da oportunidade, o pré-candidato pôde entender as principais demandas da população sobre as condições desse tipo de comércio da cidade.

Em Paratibe, o relato trazido pelos moradores toca na ausência de ações de manutenção da prefeitura, principalmente da falta de limpeza no local. Além disso, os problemas da feira se estendem também para o Mercado Público do bairro onde os problemas estão relacionados à dificuldade de mobilidade no entorno e à ausência de infraestrutura.

Já no Centro, o problema é ainda maior. A falta de infraestrutura é uma realidade de toda a área do comércio no bairro que movimenta grande parte da economia do setor na cidade. Acesso precário à feira com calçadas esburacadas e disposição dos vendedores de forma desorganizada, por exemplo, são fatores que afastam a clientela de acordo com os comerciantes.

Políticas públicas e fortalecimento das feiras

“É preciso assegurar políticas públicas que incentivem a população a consumir localmente para que o comércio e, consequentemente, a nossa economia, seja fortalecida. Para isso, às vezes não é preciso muito, as políticas mais simples de manutenção com o equipamento público já fazem uma diferença enorme. É dever da gestão municipal prezar por isso”, disse Fábio.

“Já passou da hora do Centro de Paulista ser requalificado, tanto a feira livre quanto a parte do comércio. É inaceitável que em quase oito anos a gestão não tenha visto as necessidades da área e a importância que ela tem para a cidade. Os moradores estão cansados de apontar os problemas e nada ser feito”, completou.

Outras políticas públicas da cidade também implicam diretamente na prosperidade das feiras e do comércio de rua, como é o caso do transporte. A circulação de pessoas no Centro da cidade, por exemplo, pode dobrar com a implementação de políticas públicas que transformem o Sistema de Transporte Municipal, a começar pela substituição das kombis.

“Hoje, com as kombis, mais de um milhão e meio de passageiros se deslocam na cidade por mês, mesmo com as limitações desse modal. O que queremos com a mudança da kombi para os micrões é proporcionar e estimular o acesso a mais pessoas. Estimamos que o número aumente para mais de três milhões de passageiros, isso tem total impacto no comércio e na economia do município como um todo”, explicou Fábio.