Desenvolvimento Econômico

O eixo de Desenvolvimento Econômico do Projeto Municipal de Desenvolvimento do Paulista propõe um olhar estratégico sobre o tema da econômia em nossa cidade.

No texto a seguir, detalhamos esse eixo do projeto. Nele, você verá como vamos transformar a economia do Paulista com uma gestão moderna e que tem no bem-estar do povo sua prioridade de desenvolvimento! Quer saber mais? Continue lendo, participe e vamos juntos construir um novo Paulista!


Paulista/PE: Administração municipal e Desenvolvimento Econômico

O potencial de desenvolvimento econômico no Brasil é inegável. Devido a sua amplitude continental e farta quantidade de recursos naturais, o Brasil tem papel central e digno de destaque em todo o mundo, sendo, por exemplo, um dos poucos países que possui a oferta de alimentos necessária à ainda crescente população mundial.

Contudo, nossa fartura não reside apenas na agricultura. O território brasileiro possui uma vasta riqueza de minérios, petróleo, condições propícias para a produção de energias renováveis, a maior floresta tropical do mundo, além de deter 12% das reservas de água doce do planeta, condição essencial para o bem-estar e o desenvolvimento de toda a humanidade.

O conjunto destes fatores seriam o suficiente para que o Brasil tivesse posição fixa dentre as nações prósperas e com uma forte economia. Além do mais, nosso país possui as condições plenas para atingir este desenvolvimento de forma sustentável, por ser um território estratégico no cenário global, sob a ótica dos desafios que o ser humano enfrentará nas próximas décadas em decorrência de uma sistemática destruição do meio-ambiente.

Entretanto, o que se observa no presente se distingue gravemente das perspectivas possíveis para o nosso desenvolvimento econômico. Mesmo após o importante período de estabilização promovido pelo Plano Real e os avanços permitidos pela alta demanda chinesa por nossos produtos de exportação, movimento conhecido como “Boom das commodities” no início do século XXI, o crescimento econômico do Brasil não se consolidou em definitivo, tendo, inclusive, retrocedido de forma preocupante nos últimos anos.

A razão desta instabilidade reside na histórica desigualdade social existente em nosso país e agravada substancialmente pelo neoliberalismo, modelo econômico vigente nas últimas quatro décadas.

Pautado pela política neoliberal a partir dos anos 80, o Brasil interrompeu um período de crescimento exponencial, favorecendo a alta concentração de renda e a queda abrupta dos investimentos públicos.

Desde então, comprometidos com o rentismo e a especulação financeira, o Brasil, gradativamente, deixou de construir alternativas efetivas para o seu desenvolvimento.

A destruição da cadeia produtiva através de uma massiva desindustrialização, a precária distribuição de renda e o fortalecimento de uma política voltada para os interesses das elites são apenas alguns dos fatores presentes em nossa redemocratização que trazem o Brasil até 2020 com uma moeda fraca, subserviente aos interesses estrangeiros, atrelado ao desmatamento, ao garimpo ilegal e demais práticas de destruição de nossas riquezas, com uma indústria sem alternativas de promover o emprego e a soberania nacional e com uma imensa maioria da população sem condições de produzir ou garantir as condições mínimas para sua sobrevivência. O quadro é devastador e digno da mais absoluta preocupação.

Diante do exposto, é válido reiterar que as condições para o desenvolvimento econômico do país ainda estão postas. Ainda somos uma nação rica e com absolutas condições de crescimento. Porém, para que possamos superar as dificuldades e colocar o país de volta neste caminho, é fundamental que se construa um projeto para o país. Um projeto que se debruce sobre estas questões e proponha, de forma objetiva, alternativas para promover o desenvolvimento econômico de forma sustentável.

Este projeto existe. O Projeto Nacional de Desenvolvimento, proposto à nação pelo PDT em 2018, contempla precisamente esta discussão e é através dele que este fundamentamos nosso Projeto Municipal de Desenvolvimento. Objetivando, através das melhores ideias e práticas, propor no âmbito da municipalidade alternativas para o crescimento do país e para a soberania de nosso povo.

Desenvolvimento Econômico em Paulista: possibilidades e desafios

O município do Paulista faz parte da mesorregião metropolitana do Recife, área de grande concentração populacional, correspondendo a cerca de 39,5% da população total de Pernambuco (2012).

A mesorregião também é de vital importância para o desenvolvimento econômico do estado, concentrando aproximadamente dois terços do PIB estadual.

Com mais de 300 mil habitantes, em Paulista predominam atividades ligadas ao comércio, serviços e indústria, devendo-se destacar também o potencial turístico, posto que o município possui 14 quilômetros de faixa litorânea propícia para a atividade.

Historicamente, a economia do Paulista pautava-se pela produção agrícola às margens do Rio Paratibe no período colonial, época na qual o município era um distrito pertencente à cidade de Olinda. Seu efetivo desenvolvimento só foi possível no início do século XX quando, já emancipada, incorporou às suas atividades a produção têxtil através da fundação da C.T.P. – Companhia de Tecidos Paulista.

Responsável pelo dinamismo econômico da cidade por quase um século, a C.T.P, chegou em seu auge a ter mais de 20.000 funcionários se tornando o maior pólo têxtil da América Latina. A atividade entrou em declínio com a chegada da década de 80, período no qual todo o país sofreu um brutal processo de desindustrialização, declínio observado até os dias de hoje.

Nas últimas décadas, em virtude do alto crescimento populacional e a baixa oferta nos setores primários e secundários da cadeia produtiva, a população do Paulista tem concentrado suas atividades no setor terciário, através da prestação de serviços e do comércio.

É possível, contudo, observar a permanência dos outros setores, ainda que de forma discreta, como o setor têxtil, o extrativismo, a indústria de transformação, dentre outros, como mostramos abaixo em dados referentes ao ano de 2013:

Setor Primário

  • Agricultura
  • Pecuária
  • Avicultura
  • Piscicultura
  • Extrativismo (vegetal, animal e mineral)
  • Mineral não metálico (2 empreendimentos e 122 empregos)

Setor Secundário – Indústria de Transformação:

  • Produtos alimentícios ( 1.057 empregos)
  • Confecção de artigos de vestuário e acessórios (577 empregos)
  • Fabricação de minerais não metálicos (200 empregos)
  • Fabricação de bebidas (65 empregos)
  • Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (177 empregos)
  • Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (336 empregos)
  • Construção Civil
  • Geração de Energia
  • Serviços Industriais de Utilidade Pública (Siup) – eletricidade e gás, além de água, esgoto e gestão de resíduos e descontaminação.
  • Outras atividades (4.673 empregos)

Setor Terciário

  • Prestação de serviços
  • Comércio em geral
  • Inovação e tecnologia
Infográfico – Ranking estadual da Indústria de Transformação / Fonte: BNB/ETENE, 2013
Infográfico – Gráfico da Indústria Extrativa Mineral em Pernambuco: principais municípios / Fonte: BNB/ETENE, 2013

Embora esteja entre os cinco municípios mais populosos do estado de Pernambuco, Paulista é apenas a 9ª economia do estado, ficando atrás de municípios com densidade populacional inferior como Goiana, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca.

Este resultado é um demonstrativo da perda da capacidade produtiva da cidade ao longo das últimas décadas e se faz refletir na capacidade de renda de sua população. Até 2010, cerca de 83% da população possuíam rendimentos mensais entre 1 e 2 salários mínimos.

Produto Interno Bruto do município do Paulista e demais aspectos econômicos

PIB a preços correntes 4.019.150,41 R$(x1000) [2017]
Impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos, a preços correntes 397.805,04 R$(x1000) [2017]
PIB per capita 12.240,33 R$ [2017]
Valor adicionado bruto a preço corrente 3.621.345,37 R$(x1000) [2017]
 – Agropecuária 10.929,72 R$(x1000) [2017]
 – Indústria 503.446,15 R$(x1000) [2017]
 – Serviços – Exclusivo Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social 1.951.781,99 R$(x1000) [2017]
 – Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social 1.155.187,51 R$(x1000) [2017]

Fonte: IBGE, 2017

Infográfico: Rendimento Mensal do município do Paulista por bairro / Fonte: Dados obtidos internamente, pela equipe do Projeto Municipal de Desenvolvimento – PMD

Detentora de uma demografia jovem – com boa parte de sua população apta para o mercado de trabalho – e com alta concentração populacional na área urbana da cidade, Paulista não possui insuficiência, como exposto acima, de mão-de-obra para o trabalho.

Tampouco, em decorrência do potencial para o estabelecimento de atividades laborais das mais diversas, carece de alternativas para a fortalecimento de sua economia. Assim, podemos concluir de forma sintomática, que as razões pelas quais o município do Paulista encontra-se defasado quanto ao seu desenvolvimento econômico deriva, novamente, da histórica falta de planejamento.

A ausência de dedicação metódica para, além das atividades já mencionadas acima, enxergar potencialidades abundantes para o desenvolvimento econômico local, como, por exemplo, a efetiva utilização dos recursos hídricos da cidade e a valorização do turismo é, dentre outros fatores, um grande entrave, motivador do retrocesso e das desigualdades.

Paulista tem em seu território e em sua gente todos os elementos necessários para garantir um permanente estado de prosperidade. Faz-se necessário apenas, de forma imediata, a aplicação de um conjunto de medidas que fomentem esta transformação essencial, através de um estudo racional sobre a economia da cidade e da execução de ações efetivas pensada a partir deste estudo.

É através deste amparo metodológico que o Projeto Municipal de Desenvolvimento se fundamenta, colocando-se enquanto alternativa efetiva para o Desenvolvimento Econômico de nossa cidade.

Propostas do PMD

Propostas do Projeto Municipal de Desenvolvimento Econômico

Em consonância com o apresentado no conteúdo analítico do PMD, as propostas para o Desenvolvimento Econômico do município do Paulista foram pautadas pela necessidade de interromper uma sequência de décadas sem investimento público nas potencialidades produtivas da cidade.

Na esteira do processo de desindustrialização pelo qual o Brasil vem sofrendo desde 1980, Paulista perdeu sua principal capacidade produtiva na época: a indústria têxtil. Assim, o PMD propõe revitalizar a produção local através do incentivo às suas potencialidades e da retomada de setores importantes na geração de emprego e renda, especialmente o polo têxtil.

Assim, amparando-se no conteúdo apresentado e em linha com as diretrizes que o norteiam para que possa obter êxito ao longo de um prazo de dez anos, o PMD apresenta as seguintes propostas para o Desenvolvimento Econômico.

  1. Revitalização do pólo têxtil municipal, com a implantação do programa “Paulista: cidade da confecção”.
  2. Promover o fortalecimento efetivo da Colônia de Pescadores e Associação de Marisqueiras
  3. Instituir a política municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável.
  4. Criar um escritório municipal de Projetos, com foco em pesquisa, prospecção e captação de recursos para fomentar o desenvolvimento econômico local.
  5. Implementar o Banco Municipal de Oportunidades.
  6. Criar o Centro Municipal de Economia Criativa, para atrair, desenvolver e disseminar iniciativas deste setor, com incubadoras polo de startups.
  7. Criação de um “Fab-Lab” em cada região da cidade, para o desenvolvimento de atividades inovadoras e criativas.
  8. Revitalizar os Centros comerciais da cidade.
  9. Criar um sistema permanente de parcerias com SESI-SENAI e SESC-SENAC, oferecendo mais cursos para capacitação de jovens, adultos, pessoas com deficiência e demais profissionais.
  10. Realizar Mutirão de renegociação de dívidas.

Agradecimento aos Colaboradores