Falta de água é uma das grandes preocupações dos moradores de Paulista/PE nesta pandemia do Coronavírus

Falta de água, em Paulista/PE, é um problema no combate ao coronavírus
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Medidas básicas de higiene, principalmente a lavagem das mãos com água e sabão, são as principais recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a disseminação da Covid-19. Mas, como fazer isso quando não se tem água nas torneiras? Essa questão é uma das principais preocupações dos moradores da cidade de Paulista/PE, que sentem os impactos e riscos da pandemia, de coronavírus, cada vez mais próxima.

Passando por racionamento determinado pela Compesa, o abastecimento da maioria dos bairros deveria ser feita com frequência de três vezes por semana, de acordo com o calendário da companhia. No entanto, os moradores relatam um cenário diferente, de falta de água. Na maioria dos bairros a água tem chegado apenas uma vez, isso quando chega. “Aqui na parte alta de Maranguape II já ficamos até 10 dias sem água e agora com essa dessa doença, como que a gente se protege?”, questionou dona Maria José, 60 anos.

Neste cenário, as populações pobres ficam cada vez mais expostas ao vírus, já que a elas não é assegurado medidas emergenciais de acesso à higiene e saneamento básico. “Preocupado com a falta de abastecimento diário em nossa cidade, solicitamos da prefeitura a contratação imediata de carros-pipa para melhorar o problema relacionado a falta de água, um dos grandes problemas enfrentados no município, principalmente pelas donas de casa. Estamos cobrando essa ação! Já se passaram dez dias e nada. A Gestão Municipal não pode ficar parada sem atender a população”, afirmou Fábio Barros, lembrando que também solicitou a compra de kits de limpeza (água sanitária, sabão, detergente e álcool 70) para distribuição gratuita às famílias carentes do município, para ajudar na higienização, fator importante no processo de conter a pandemia.

Além de fundamental à higienização pessoal, a água se mostra necessária também para a limpeza dos ambientes. Estudos avaliados pela OMS apontam que o vírus pode persistir nas superfícies por algumas horas ou, até mesmo, vários dias. Embora, o uso do álcool em gel seja recomendado para situações em que a água não esteja disponível, o uso não substitui a lavagem com água para higienização individual e dos ambientes. Além disso, a aquisição do produto se torna ainda mais difícil pelo preço elevado