Falta de preservação em Maria Farinha ameaça espécie de tartaruga

Falta de preservação em Maria Farinha ameaça espécie de tartaruga
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No período de outubro a março, a população do Paulista pode observar de perto um dos mais belos espetáculos da natureza, o nascimento de pequenas criaturas que lutam de 45 a 60 dias para quebrar as cascas dos ovos e ver o mundo pela primeira vez.

Em Maria Farinha, ao longo de cerca de 460 metros de praia, várias espécies do animal dão os primeiros passos na areia para encontrar as águas quentes do litoral pernambucano. Uma espécie em especial, a tartaruga-de-pente, famosa por estampar as notas de 2 reais, também faz sua estreia no local. Cada nascimento é uma vitória já que a espécie se encontra sob a categoria de “criticamente em perigo” de extinção, de acordo com a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).

Os ecossistemas marinhos têm sido cada vez mais prejudicados e ameaçados devido a fatores como mudanças climáticas, pesca predatória e poluição. Estima-se que cerca de oito milhões de toneladas de plástico são despejados no oceano anualmente, segundo dados do World Wildlife Fund (WWF). Tantas ações do homem que impactam o meio ambiente devem ser transformadas, seja por meio de medidas diretas para a inibição de práticas e proteção de locais como Maria Farinha, quanto por meio de atividades de educação ambiental.

“Essa é uma área especificamente importante para a desova de tartaruga. Nós vamos criar no Pontal de Maria Farinha um espaço de proteção com unidade permanente, além de colocar os agentes da secretaria de Meio Ambiente para orientar a população e dar informações sobre as espécies, principalmente a tartaruga-de-pente. Além de estimular a presença de turistas no local com ampla divulgação, movimentando o nosso litoral”, defendeu o biólogo Fábio Barros, pré-candidato à prefeitura do Paulista.

Com o objetivo de aliar preservação, turismo e geração de renda, muitos lugares no mundo têm desenvolvido a prática de turismo ecológico. O contato com a natureza, a interação responsável e sustentável, permite a construção da consciência ambiental acerca da necessidade de proteção dos recursos naturais do planeta.