Coronavírus: uso inapropriado do álcool 70% pode causar riscos à saúde

Última atualização:

Na prevenção contra o coronavírus, uma das principais recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é a higienização constante das mãos. Com esse objetivo, o álcool em gel se tornou aliado. No entanto, o manuseio indevido do produto pode trazer riscos à saúde, como irritações na pele, queimaduras, e até mesmo provocar incêndios, em caso de contato com fontes de calor.

A disseminação do vírus Sars-Cov-2, responsável pelo novo coronavírus, ocorre entre pessoas, através da contaminação por gotículas respiratórias (saliva, espirro e tosse) ou contato (aperto de mãos, objetos ou superfícies contaminadas). Nesta última forma, as mãos são os principais interlocutores, responsáveis, com o contato, de levar o vírus às mucosas (olhos, boca ou nariz) fazendo o caminho então à corrente sanguínea. Por isso a importância da limpeza constante destes membros.

“A lavagem com água e sabão é a forma mais eficaz e segura de higienização para eliminar o vírus e é importante que seja feita com extrema atenção a todas as partes da mão (dorso, punho, dedos e unhas). O uso do álcool em gel 70%, popularizado em processos epidêmicos como o da COVID-19, só é recomendado em situações em que o usuário não tem uma fonte de água ou sabão disponíveis e se faz necessária a desinfecção”, lembra Fábio Barros, presidente da Câmara de Vereadores de Paulista/PE.

Quando não puder evitar, o produto deve ser manuseado com cuidado, em pequena quantidade e distante de fontes de calor. A forma indevida do uso é responsável por fragilizar a pele das mãos, causando irritação ou alergia, principalmente em idosos, que já têm a pele delicada. A proximidade com fontes de calor pode ainda causar queimaduras ou incêndios, devido ao alto grau de inflamabilidade do produto.

Com o coronavírus, não só o álcool em gel teve larga adesão pela população, como também o álcool 70%, mais utilizado para higienizar superfícies. Desde 2002, a Anvisa havia restringido a venda do produto, em razão da grande notificação de acidentes causados pelo produto. A recente liberação da comercialização do álcool em embalagens de até 1L se deu diante da necessidade de atender à alta demanda do produto. Diante disso, os cuidados devem ser redobrados.

Atenção à legitimidade dos produtos, leitura dos rótulos para informações sobre utilização e armazenamento, são algumas das precauções. Não comprar grandes quantidades para estoque, devido aos riscos de acidentes; e mantê-los longe do alcance de crianças, já que as substâncias podem facilmente causar queimaduras e intoxicação por ingestão; são orientações que devem ser seguidas.